Vice-governador de Mato Grosso defende anistia a condenados de 8 de janeiro

Secom-MT

O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), manifestou apoio ao Projeto de Lei que propõe a anistia para os condenados envolvidos nos eventos de 8 de janeiro e nas manifestações políticas desde 2022. O projeto, que já recebeu exigência de urgência e pode ser discutido em plenário nas próximas semanas, foi defendido por Pivetta em entrevista à imprensa na quarta-feira (24).

Pivetta argumentou que os condenados já enfrentaram consequências graves por suas ações, referindo-se às sentenças do Supremo Tribunal Federal (STF). “Concordo com a anistia, as pessoas que cometeram aquele delito naquele momento já foram castigadas durante esses anos. No Brasil houve movimentos de terrorismo muito maiores do que este e ninguém foi preso”, afirmou o vice-governador, ressaltando que o castigo já imposto é suficiente.

A posição de Pivetta está em sintonia com o governador Mauro Mendes (União), que também defende a anistia, em um movimento que parece alinhar-se com interesses do grupo bolsonarista, buscando conquistar apoio para as próximas eleições de 2026. Ambos os líderes têm utilizado um discurso que busca suavemente as audiências enfrentadas pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cujas penas podem chegar a 17 anos de reclusão.

O Projeto de Lei da Anistia, que ganhou destaque na semana passada, está em tramitação na Câmara dos Deputados e busca estabelecer um consenso entre diferentes partidos para sua aprovação. O relator da proposta, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), reiniciou as negociações com as bancadas do PL, Republicanos e MDB, além de tentar construir um acordo entre as lideranças da Câmara e do Senado. Paulinho expressou preocupação com a possibilidade de o projeto seguir o mesmo destino da PEC da Blindagem, que foi rejeitada no Senado. Ele acredita que, sem um consenso, a votação da proposta pode não acontecer.

A expectativa é que a votação ocorra na próxima terça-feira (30), mas o futuro do projeto ainda é incerto, dependendo das negociações em andamento.

Foto: Secom-MT

Informações: GD

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