Vereadores retornam à Câmara de Cuiabá após Afastamento por Caso de Corrupção no Contorno Leste

Foto: Youtube

Os vereadores Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB) reassumiram seus mandatos na Câmara Municipal de Cuiabá na manhã desta quinta-feira (4), após serem afastados em 29 de abril durante a Operação Perfídia, da Polícia Civil, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo propinas em obras públicas do Contorno Leste. A informação foi confirmada por fontes e corroborada por diversos veículos de comunicação, como o *G1* e *FolhaMax*, que acompanham o revelador do caso.

A decisão de retorno foi concedida pela Justiça, que acatou pedidos de habeas corpus dos parlamentares. Inicialmente, Sargento Joelson obteve o direito de devolução através da Quarta Câmara Criminal de Cuiabá. Posteriormente, o desembargador Juvenal Pereira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), estendeu a decisão a Chico 2000, que era presidente da Câmara na época dos fatos, considerando que ambos foram afastados pelos mesmos motivos. A defesa dos vereadores argumentou excesso de prazo na medida cautelar de afastamento e a falta de contemporaneidade da denúncia, feita pelo então deputado federal Abilio Brunini, hoje prefeito de Cuiabá.

Em sua decisão, o magistrado ponderou que a remoção de um eleitor sem demonstrar “perigo concreto” excede a razoabilidade. No entanto, a decisão não isenta os vereadores das acusações que pesam sobre eles, relacionadas com crimes de corrupção.

A Operação Perfídia investiga um esquema de propinas para a previsão de assuntos previstos que possibilitariam pagamentos atrasados ​​do município à empresa HB Construções, responsável pela obra do Contorno Leste em 2023, conforme noticiado por *MidiaNews*. As investigações da Polícia Civil, desenvolvidas em documentos aos quais a imprensa teve acesso, revelaram conversas e áudios que indicam o envolvimento dos vereadores no esquema.

Em um áudio, Sargento Joelson confirma que Chico 2000 estava ciente do esquema. As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), mostraram detalhes de como as propinas eram pagas, com transferências semanais que variavam entre R$ 25 mil e R$ 50 mil. O inquérito, baseado em conversas anexadas à denúncia, detalhou a dinâmica do esquema, incluindo a participação de um intermediário identificado como JJ, designado responsável por gerenciar os pagamentos da HB Construções, segunda informações do site *O Documento*.

Foto: Youtube

 

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