Um balde de água fria para os moradores de Várzea Grande. O município figura entre os 20 com pior desempenho em saneamento básico no Brasil, conforme o Ranking do Saneamento 2025, divulgado pelo Instituto Trata Brasil. A cidade, que ocupa a 92ª posição entre as 100 mais populosas do país, enfrenta um desafio preocupante: um altíssimo índice de desperdício de água.
O estudo revela que quase 60% da água produzida em Várzea Grande se perde antes de chegar às torneiras das casas. A estimativa é de que cada ligação desperdice, em média, 1.906 litros de água por dia. Esse cenário coloca o município na 98ª posição nesse quesito, com uma nota de 4,25.
A situação do esgoto é ainda mais alarmante. A coleta atinge apenas 29,62% da população, e, desse grupo, apenas 16,65% tem o esgoto tratado. Apesar de um bom índice de acesso à água potável (97,55%), superior à média nacional, o bom desempenho não compensa as deficiências em outras áreas do saneamento.
O ranking avalia o saneamento sob três perspectivas: nível de atendimento, melhoria do atendimento e eficiência na gestão. A análise, baseada em dados de 2023 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), considerou dez categorias.
Entre 2019 e 2023, Várzea Grande investiu 68,24% dos recursos disponíveis no setor, com um investimento médio de R$ 45,48 por habitante. Apesar dos esforços financeiros, a cidade permanece estagnada nas últimas posições do ranking, publicado anualmente desde 2009, mostrando que os avanços em saneamento básico ainda são limitados e urgentes.
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