Em uma operação realizada nesta sexta-feira (1), um garimpeiro conhecido como “Neguinho” foi baleado e, posteriormente, faleceu no hospital de Pontes e Lacerda, localizado a 448 km a oeste de Cuiabá. A ação, liderada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), visava fiscalizar a Terra Indígena Sararé, uma área crítica em relação ao garimpo ilegal.
Segundo informações do Ibama, as equipes da Polícia Civil de Goiás enfrentaram uma ocorrência violenta dos garimpeiros presente na região de Mato Grosso. Durante a abordagem de veículos usados para o garimpo ilegal, um dos carros dos suspeitos avançou na direção aos servidores, que se viram obrigados a reagir, resultando em disparos.
Um dos ocupantes do veículo foi atingido na ação. De acordo com uma reportagem, ele foi facilmente resgatado por um helicóptero do Ibama e levado para o hospital, mas não sobreviveu aos ferimentos.
Nas redes sociais, a morte de “Neguinho” gerou indignação entre os moradores da região, que o descrevem como um “pai de família e trabalhador”. A população criticou a operação, alegando que os policiais estavam despreparados e que, além disso, queimaram diversas maquinários. Muitas vozes se levantam em defesa dos garimpeiros, afirmando que “garimpeiro não é bandido”.
A Terra Indígena Sararé, com uma extensão de 67 mil hectares e habitada por grupos da etnia Nambiquara, é uma das áreas mais impactadas pelo garimpo ilegal no Brasil. Estima-se que cerca de 2 mil hectares tenham sido devastados pela exploração irregular do ouro, que é impulsionada por organizações criminosas armadas que operam na região.
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Informações: Gazeta Digital