A senadora Margareth Buzetti (PP) reacendeu o debate sobre a implementação do voto impresso no Brasil, ao defender, mais uma vez, a medida em meio à aprovação do projeto que prevê seu retorno pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, na última quarta-feira (20). A proposta, que integra o novo Código Eleitoral (PLP 112/2021), reacende uma discussão que divide opiniões e levanta questões sobre a segurança e a transparência do processo eleitoral.
“Eu votei a favor porque acho que precisamos apaziguar essa situação. O Brasil gasta muito e gasta mal. Qual o problema de fazer o voto auditável?”, questionou Buzetti em declarações à imprensa, durante evento de filiação ao Partido Progressista. A senadora enfatizou a necessidade de dissipar a desconfiança em relação ao sistema eleitoral, argumentando que a medida poderia mitigar dúvidas existentes entre parte da população. “Vamos acabar com essa desconfiança. Eu não tenho essa desconfiança, mas metade dos brasileiros tem, então vamos agir para tirar essa dúvida”, completou.
A aprovação na CCJ, com placar apertado de 14 votos a 12, demonstra a polarização em torno do tema. O próximo passo é a análise pelo plenário do Senado, onde todos os senadores terão a oportunidade de manifestar suas posições. A tramitação do projeto, no entanto, encontra um histórico de desafios. Caso aprovado, o texto retornará à Câmara dos Deputados. Para que a medida entre em vigor nas eleições de 2026, a lei precisaria ser sancionada um ano antes do primeiro turno, conforme previsto na legislação eleitoral.
A proposta central do projeto é a impressão do voto de cada eleitor, gerando um comprovante que seria depositado em uma urna lacrada para fins de auditoria. A ideia é permitir uma conferência física dos votos, em adição ao sistema eletrônico atual. No entanto, a melhoria do voto impresso já resistiu no passado. A medida foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em duas graças anteriores, gerando debates sobre a validade e a segurança do sistema.
A discussão sobre o voto impresso ganha contornos de relevância diante do cenário político atual, marcado por questionamentos sobre a lisura das eleições e a confiança no processo democrático. A posição do senador Buzetti reflete a necessidade de encontrar soluções que garantam a transparência e a confiabilidade do sistema eleitoral, buscando, ao mesmo tempo, atender às preocupações da população.
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Informações Reporter MT