O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), voltou a manifestar sua insatisfação com os atrasos nas obras do BRT (Bus Rapid Transit) em Cuiabá, ressaltando a necessidade de responsabilizar o consórcio encarregado da construção. Durante uma reunião com o governador Mauro Mendes (União), Russi expressou a urgência em concluir não apenas o BRT, mas também o projeto do Portão do Inferno, na Chapada dos Guimarães, ambos considerados essenciais para a infraestrutura da região.
“Conversei com o governador sobre a situação e ele declarou preocupação com o andamento das obras. Precisamos monitorar as ações e garantir que esses projetos avancem”, afirmou o deputado. Ele destacou que, enquanto outras obras, como a BR-163 e o Parque Novo Mato Grosso, estão progredindo, os atrasos do BRT e do Portão do Inferno não podem ser ignorados.
O consórcio responsável pela obra, composto pela Nova Engevix Engenharia e Projetos SA, Heleno & Fonseca Construtécnica SA e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia Ltda., já enfrentou críticas pela lentidão nas obras, que têm transtornos causados relacionados aos moradores da Avenida Historiador Rubens de Mendonça, uma das principais vias da capital. Em março, o governo e o consórcio firmaram um acordo que estabelecia um prazo de 150 dias para a conclusão de um trecho específico, com a deliberação de R$ 54 milhões em caso de descumprimento. No entanto, até ao momento, a situação permanece inalterada.
Russi enfatizou que a falta de progresso não pode ser tolerada e que a aplicação de multas é uma medida necessária para garantir a responsabilização das empresas contratadas. “Se as empresas não têm capacidade de cumprir os prazos, elas são compensadas por aquelas que podem executar as obras de maneira eficiente. A população não pode ser penalizada por omissões”, criticou. O deputado ainda ressaltou a importância de uma fiscalização rigorosa para evitar que situações semelhantes se repitam no futuro.
A insatisfação da população, que convive com os transtornos gerados pelas obras paralisadas, é um reflexo da necessidade de uma gestão pública mais eficaz e do compromisso das empresas com suas obrigações contratuais. O debate sobre a qualidade e a eficiência dos serviços prestados continua em evidência, à medida que os cidadãos aguardam a conclusão dessas importantes obras.
Foto: Reprodução/Site maxrussi
Informações: Mídianews
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