Operação Máscara de Papel: Polícia Civil investiga fraudes no IPVA em Canarana, MT

Foto: Reprodução

 

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na última segunda-feira (1º), a Operação Máscara de Papel, em Canarana (a 823 km de Cuiabá), com o objetivo de investigar denúncias de fraudes em documentos de quitação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A ação resultou no cumprimento de dois mandatos de busca e apreensão, conforme informações divulgadas pela própria corporação.

As diligências foram realizadas no escritório e na residência de um despachante veicular, de 25 anos, suspeito de envolvimento em fraudes. O profissional, que atuou como intermediário nos processos junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran), está sob investigação de possíveis crimes de falsificação de documento público e estelionato.

As investigações, iniciadas em agosto, partiram de uma denúncia de um proprietário de um veículo VW Saveiro, que apresentava o despachante para quitar o IPVA de 2025. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima efetuou o pagamento parcelado em cinco vezes no cartão de crédito. No entanto, ao consultar a situação do veículo no Detran, constatou que o tributo não havia sido pago, apesar de ter recebido um Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) com a informação de quitação.

A situação gerou alerta na comunidade. Após a instauração do inquérito, outras pessoas procuraram uma delegacia para relatar casos semelhantes, demonstrando a amplitude do possível golpe. O delegado de Canarana, Diogo Jobane, alertou a população: “A Polícia Civil orienta a população que paga seus tributos veiculares por meio de terceiros ou despachantes a realizar uma consulta junto ao Detran para certificar se a dívida foi realmente quitada”.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), o IPVA em Mato Grosso é uma importante fonte de arrecadação para o estado, com receita destinada à saúde, educação e infraestrutura. Fraudes como as investigadas na Operação Máscara de Papel causam prejuízos financeiros ao estado e podem afetar a prestação de serviços públicos.

À medida que as investigações continuam, com o objetivo de identificar outras vítimas e possíveis envolvidas no esquema criminoso. A Polícia Civil está analisando os documentos apreendidos e colhendo depoimentos para concluir o inquérito e determinar as responsabilidades.

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