MPF Fiscaliza Ações da Funai na Área Indígena da Amazônia Legal Diante de Incêndios

Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento administrativo para supervisão de ações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) na área da Aldeia Tsorepre, localizada no município de Ribeirão Cascalheira, a 750 km de Cuiabá. A portaria, assinada pela procuradora da República Ludmila Bortoleto Monteiro e publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (08), visa acompanhar desde a fase de qualificação e consulta comunitária até a possível instauração do processo demarcatório da área. A busca pela iniciativa garante a execução de medidas concretas em prol da proteção dos povos indígenas e do meio ambiente.

A ação do MPF surge em um momento crítico, com o combate a incêndios florestais consumindo esforços e recursos na região. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o número de focos de calor na Amazônia Legal aumentou significativamente nas últimas semanas, impulsionado por altas temperaturas, ventos fortes e condições climáticas extremas.

Em resposta à emergência, uma força-tarefa integrada consiste em ação para controlar e extinguir os focos de incêndio. Aeronaves são utilizadas para o lançamento de água em pontos estratégicos, enquanto máquinas pesadas trabalham na abertura de aceiros, barreiras que visam impedir o avanço das chamas. Caminhões-pipa também estão trabalhando na operação, otimizando o combate ao fogo.

A presença de uma equipe técnica estratégica, participante em uma sala de situação diretamente na área afetada, tem sido fundamental para direcionar os recursos de forma eficiente. A operação conta com o efetivo do Corpo de Bombeiros Militar, brigadistas do parque e contratados pelo Estado, além do apoio da Prefeitura Municipal, Defesa Civil Municipal e Estadual, e militares do Exército e da Força Aérea. As Forças Armadas oferecem tanto apoio direto no combate às chamas quanto suporte logístico às equipes.

O esquema de combate é apoiado pela Sala Descentralizada do 4º Comando Regional Bombeiro Militar, em Barra do Garças, e pela Sala de Situação Central do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá. Ambas as salas possuem imagens de satélite para monitoramento remoto, fornecendo informações cruciais para as estratégias de combate.

O tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, comandante do BEA, ressaltou a rápida mobilização dos bombeiros desde a identificação dos primeiros focos de incêndio. “Nossa prioridade foi estabelecer rapidamente uma resposta integrada, garantindo a segurança das equipes e a proteção do parque. Mobilizamos recursos aéreos, terrestres e logísticos de forma coordenada, garantindo que cada frente de combate receba o apoio necessário para conter a propagação do fogo”, explicou.

Diante da gravidade da situação, a Prefeitura de Barra do Garças decretou Situação de Emergência por 180 dias, autorizando medidas urgentes como a aquisição de equipamentos e insumos, e o reforço de equipes para auxiliar na operação já realizada pelo Corpo de Bombeiros. A medida visa agilizar o processo de combate aos incêndios e minimizar os impactos ambientais e sociais.

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Informações: Folhamax

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