Mato Grosso na Crise: Senadora Buzetti Alerta para o Feminicídio e Apela pela Mudança Cultural

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em meio a um cenário alarmante de violência contra a mulher, a senadora Margareth Buzetti (PSD) acendeu o sinal de alerta para a onda crescente de feminicídios no Brasil, com foco especial em Mato Grosso, estado que lidera, pelo segundo ano consecutivo, o ranking nacional de casos. O parlamentar, em declarações recentes, enfatizou a urgência de uma mudança cultural profunda, com foco na educação e na desconstrução de valores machistas.

Dados recentes, divulgados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e corroborados por reportagens do *G1*, revelam um aumento preocupante nos casos de feminicídio em Mato Grosso. De acordo com informações de 2023, o estado registrou a maior taxa do país, com 2,5 casos por 100 mil mulheres, superando a média nacional. A situação se repetiu em 2024, demonstrando a persistência do problema.

Em suas falas, a senadora Buzetti destacou a necessidade de abordar o feminicídio como uma questão de saúde pública e de direitos humanos. “Nós só vamos impedir [esses acontecimentos] quando mudarmos a consciência masculina”, afirmou. “É preciso uma mudança cultural, trabalhar na educação, com as crianças desde quando nascem. É preciso que os filhos meninos aprendam a respeitar as meninas.”

O parlamentar ressaltou a importância de discutir direitos e igualdade nas escolas, desconstruindo ideais hierárquicos que perpetuam a violência. “Eu tenho certeza que isso começa pela educação e pela família. Nós temos que falar desse tema nas escolas. Nós precisamos falar”, reiterou, ecoando apelos de ativistas e organizações de defesa dos direitos da mulher.

Buzetti também anunciou a aprovação do Pacote Antifeminicídio, lei de sua autoria sancionada em outubro de 2024, que prevê aumento da pena para assassinos de mulheres, chegando a até 40 anos de prisão. Apesar disso, a senadora defende a implementação da prisão perpétua como uma medida mais eficaz para coibir a violência, embora reconheça os obstáculos constitucionais para sua aplicação. Em uma declaração recente, ela afirmou: “A ideia da pena maior é o que restou fazer no momento. Agora, se você falasse, por exemplo, em uma prisão perpétua… Ele [assassino] sabe o que é uma prisão perpétua.”

A onda crescente de feminicídios em Mato Grosso e no Brasil, com números alarmantes, exige uma resposta multifacetada, que combina ações de repressão, prevenção e, principalmente, transformação cultural. O alerta da senadora Buzetti e a repercussão de suas falas evidenciaram a urgência de um debate amplo e a necessidade de medidas efetivas para proteger as mulheres e construir uma sociedade mais justa e igualitária.

 

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Informações: Reporter MT

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