Distribuição de lixeiras: maioria vê ação insuficiente para reduzir lixo no Centro de Cuiabá

Gislaine Morais/VGN

Uma enquete realizada pelo Portal  aponta que 50% dos participantes acreditam que as lixeiras distribuídas pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), não são suficientes para impedir que o lixo continue sendo jogado nas ruas do centro comercial da cidade. O levantamento foi divulgado nesta semana e buscou saber se a iniciativa da Prefeitura ajudaria a diminuir a sujeira no Centro Histórico. Outros 26% dos votantes disseram que a medida deve resolver o problema apenas parcialmente, enquanto 24% acreditam que as lixeiras podem ser eficazes.

A Prefeitura de Cuiabá distribuiu 250 lixeiras de 60 litros para comerciantes, ambulantes e trabalhadores do Centro Histórico. A ação faz parte de um pacote voltado para reforçar a limpeza urbana e incentivar o descarte correto de resíduos em uma área que concentra grande fluxo de pedestres, comércio informal e pontos de grande geração de lixo.

A iniciativa, no entanto, abriu espaço para um debate mais amplo sobre hábitos da população, responsabilidade dos comerciantes, frequência de coleta de resíduos e até o custo do investimento. Nos comentários da enquete, a maior parte dos internautas atribuiu o problema não, à falta de equipamentos, mas ao comportamento de quem circula pela região.

Uma seguidora disse que “o problema não é a quantidade de lixeira, e sim as pessoas que jogam lixo nas ruas, praças e terrenos”. Outra usuária afirmou que, mesmo com as lixeiras, muitos moradores continuam deixando resíduos ao lado dos equipamentos. Segundo ela, “o povo não tem educação” e ignora as estruturas instaladas.

Outros participantes destacaram a necessidade de reforço na coleta. Para uma internauta, os recipientes de 60 litros são pequenos para suportar o volume acumulado ao longo do dia. “Deve fazer a coleta pelo menos duas vezes ao dia. Sessenta litros é pouco para ficar o dia todo”, afirmou.

Houve também quem defendesse que comerciantes e ambulantes devem ser responsáveis por manter lixeiras próprias e cuidar da limpeza do ponto onde trabalham. “A Prefeitura não tem nada a ver com isso. Cada comerciante deveria ter sua própria lixeira”, comentou uma usuária.

Alguns internautas criticaram ainda o gasto público, questionando se a compra dos equipamentos é prioridade no momento em que o município decretou calamidade financeira. Outros, por outro lado, consideraram que a medida ajuda, mas precisa ser acompanhada de educação ambiental e fiscalização para evitar descarte irregular.

O debate reuniu dezenas de comentários e mostrou que o tema divide opiniões. Para parte da população, a instalação das lixeiras é um avanço, mas insuficiente sem a mudança de comportamento e a adoção de práticas contínuas de limpeza e conscientização.

Fonte: Distribuição de lixeiras: maioria vê ação insuficiente para reduzir lixo no Centro de Cuiabá | VGN – Notícias em MT com credibilidade

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