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Com informação: midiajur
O deputado Max Russi (PSB), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, avaliou que o panorama político para as eleições de 2026 permanece indefinido e só deve ganhar contornos mais nítidos a partir de outubro. Em declarações à imprensa nesta quarta-feira (18), o parlamentar ressaltou que decisões tomadas em Brasília – como a formação de federações partidárias e a eventual criação de mais uma cadeira de deputado federal pelo estado – poderão alterar substancialmente o cenário eleitoral local. “Nossa situação aqui depende diretamente das definições que forem adotadas no plano nacional”, explicou.
Embora reconheça a importância dessas articulações em âmbito federal, Russi enfatizou a necessidade de priorizar questões urgentes para Mato Grosso, como os surtos de gripe aviária e a polêmica envolvendo empréstimos consignados. “Ainda temos mais de um ano até as eleições, mas diversos problemas exigem atenção imediata. Precisamos acompanhar de perto as questões do consignado, da Oi e da gripe aviária, entre outras pautas relevantes para o estado. Como presidente da Assembleia, meu compromisso é com um mandato produtivo e voltado para essas demandas”, afirmou.
Em meio a essas considerações, o parlamentar manifestou veemente discordância com a decisão do Congresso Nacional de ampliar os recursos do Fundo Partidário para 2025. Na sessão do dia 17 de junho, deputados e senadores rejeitaram o veto presidencial à LDO, aprovando um acréscimo de R$ 168 milhões ao fundo, que passará de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,368 bilhão. “Trata-se de uma medida desproporcional e preocupante. Num contexto de endividamento público, essa atitude revela a resistência generalizada em abrir mão de privilégios. Espero que nossos congressistas ajam com maior responsabilidade”, criticou Russi.
Com a alteração aprovada, as legendas políticas receberão valores significativamente maiores. O PL, maior beneficiado, verá seus recursos saltarem de R$ 170,3 milhões em 2024 para R$ 194,1 milhões no ano seguinte. O PT ficará com R$ 153,2 milhões, seguido pela União Brasil (R$ 122,3 milhões). O PSB, partido ao qual Russi é filiado, terá aumento de R$ 47,2 milhões para R$ 53,8 milhões.
O presidente da ALMT acredita que o quadro eleitoral começará a se definir melhor a partir de outubro, especialmente com a possível votação no Senado sobre a criação de mais uma vaga de deputado federal por Mato Grosso. “Essa mudança teria impacto significativo. Caso se concretize uma federação entre MDB e Republicanos, o cenário político-eleitoral no estado será completamente alterado. Só então poderemos fazer projeções mais consistentes sobre o futuro”, concluiu o parlamentar.