CPI Vê ‘negócio Da China’ Para Empresa Que Vai Lucrar R$ 510 Milhões Em Cuiabá

Foto: Reprodução

O vereador Dilemário Alencar (UB) afirmou nesta segunda-feira (7) na oitiva da CPI do Estacionamento Rotativo, que o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) foi irresponsável ao firmar um contrato onde a prefeitura vai ter que pagar R$ 650 milhões para uma empresa privada construir obras que custariam R$ 144 milhões.

Pelo contrato de concessão do estacionamento rotativo, a empresa CS Mobi ficou responsável por construir o novo mercado municipal Miguel Sutil, obras de requalificação de calçadas e dos calçadões das ruas Antônio Maria e Antônio João. Também ficou responsável pela implantação, gerenciamento e cobrança de tarifa do sistema do estacionamento rotativo. “Essa oitiva foi muito importante para deixar claro que a gestão de Emanuel firmou contrato para a prefeitura fazer aporte financeiro mensal de R$ 1,1 milhão para a CS Mobi.

No total, a prefeitura vai ter que pagar o valor de R$ 650 milhões para a concessionária. Entretanto, esse valor corrigido com a correção monetária que foi pactuada no contrato, a prefeitura poderá pagar no decorrer de 30 anos mais de R$ 1 bilhão para a CS Mobi executar obras que vão custar R$ 144 milhões”, explicou o vereador Dilemário. “O depoimento do ex-prefeito na CPI deixou muito claro que o contrato do estacionamento rotativo foi muito lesivo para o município de Cuiabá. A CS Mobi vai construir obras com dinheiro da prefeitura e ainda vai sobrar para ela mais de R$ 510 milhões de dinheiro público, sem considerar as correções monetárias. Foi um “negócio da china” que Emanuel concedeu para a concessionária”, apontou o parlamentar cuiabano, que é relator da CPI do Estacionamento Rotativo.

O parlamentar citou ainda que mesmo recebendo recursos públicos, a CS Mobi está autorizada a cobrar estacionamento de vagas existentes em ruas de Cuiabá. A empresa já arrecadou com cobrança do povo cuiabano mais R$ 4 milhões e emitiu mais de 80 mil multas para a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, a Semob. “Eu defendo que esse contrato seja revisto, pois é muito ruim para os cofres da prefeitura e para o bolso do cidadão cuiabano. Ademais, o ex-prefeito cometeu improbidade administrativa para beneficiar a CB Mobi quando fez aditivo ao contrato, sem consentimento da Câmara Municipal, para a concessionária fazer bloqueios no Fundo Participação dos Municípios, o FPM pertencente a Cuiabá.

A empresa sacou R$ 8,6 milhões do FPM”, comentou o vereador. “Também agiu para beneficiar a CS Mobi quando entrou com ação na justiça e derrubou a isenção no estacionamento para idosos e pessoas com deficiência. O tempo inteiro ele jogou para beneficiar essa empresa. É por isso que dizem que Emanuel age como sócio oculto dessa empresa que cobra estacionamento do povo e recebe milhões de dinheiro público”, concluiu o vereador Dilemário Alencar.

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Fonte:  FOLHAMAX

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