O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) expressou sua profunda indignação diante da trágica morte de 11 indígenas Xavante na Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso, entre janeiro e maio de 2025. Entre as vítimas, havia quatro crianças gravemente desnutridas e uma gestante de apenas 17 anos. Essa situação alarmante foi destacada em uma nota oficial do Consea, que remete à Recomendação Conjunta nº 01/2025 da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF). O documento classifica o cenário como uma verdadeira crise sanitária e humanitária.
Diante dessa grave situação, o Consea está cobrando ações emergenciais e estruturais do Estado brasileiro, com o objetivo de prevenir novas mortes que poderiam ser evitadas. A entidade enfatiza a necessidade urgente de uma resposta coordenada de vários órgãos, incluindo o Ministério dos Povos Indígenas, o Ministério da Saúde/SESAI, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. A colaboração entre essas instituições é fundamental para investigar falhas no atendimento e garantir que as políticas públicas cheguem a quem realmente precisa.
Entre as medidas sugeridas pelo Consea estão a distribuição de alimentos que respeitem a cultura Xavante, além da realização de buscas ativas para identificar pessoas em risco nutricional. O reforço no atendimento à saúde nas aldeias também é uma prioridade, protegendo a saúde e o bem-estar da comunidade.
O Conselho ressalta que é imperativo combater a insegurança alimentar e fortalecer os cuidados com a saúde do povo A’uwẽ (Xavante). A prevenção de novas tragédias e a garantia do direito humano à alimentação adequada são questões que não podem ser ignoradas.
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Informações: Site Primeira Página