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Em sintonia com as discussões globais sobre o clima, Mato Grosso avança na regulamentação de uma pecuária sustentável e em políticas ambientais locais.
Em um movimento estratégico que coloca o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental no mesmo patamar de importância, a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, nesta terça-feira (21), um conjunto de quatro projetos de lei. O pacote legislativo tem como foco a sustentabilidade, a qualidade de vida e a preparação do estado para a COP30, conferência climática da ONU que ocorrerá no Brasil no ano que vem.
O destaque da reunião foi a aprovação do Projeto de Lei nº 1145/2025, que institui a Política de Sustentabilidade da Cadeia Produtiva da Pecuária Bovina e Bubalina. A medida, de autoria do Governo do Estado, visa criar mecanismos concretos para recuperar pastagens degradadas, incentivar boas práticas no campo e estabelecer um sistema de rastreabilidade que garanta a origem sustentável da carne produzida no estado.
Para o deputado estadual Juca do Guaraná (MDB), membro titular da comissão, a proposta é um marco que fortalece a imagem de Mato Grosso perante o mundo. “Temos todas as condições de ser uma vitrine mundial quando o assunto é agro sustentável”, afirmou o parlamentar, em entrevista após a sessão. “Estamos aprovando projetos que buscam o equilíbrio. Esse é o caminho essencial para um estado que carrega a liderança na produção de carne e grãos do país”, avaliou.
A sombra da COP30, que será realizada em 2025 em Belém (PA), pautou parte dos debates. Juca do Guaraná defendeu uma participação ativa da comissão no evento internacional, posicionando Mato Grosso não como um mero espectador, mas como um protagonista em soluções ambientais. Ele citou iniciativas como o “Passaporte Verde”, conceito vinculado à rastreabilidade, como propostas concretas que o estado pode apresentar.
“Nosso trabalho é técnico e comprometido. A COP será uma grande vitrine para mostrar ao mundo o que Mato Grosso já vem fazendo na prática. Apoiamos propostas que asseguram uma produção rastreável e responsável, algo fundamental para atrair investimentos e agregar valor aos nossos produtos”, explicou o deputado.
Além da Pecuária Sustentável
O pacote de projetos aprovados vai além da cadeia da carne. Os parlamentares também deram aval a outras três iniciativas:
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PL 1799/2024: Cria o selo “Município Mais Verde”, de autoria do deputado Valdir Barranco (PT), que deve premiar cidades com as melhores práticas ambientais.
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PL 1383/2025: Propõe ajustes no Plano de Contingência para Ondas de Calor, com foco especial na saúde dos trabalhadores que atuam em condições de temperatura extrema. A proposta é do deputado Fabinho (PSB).
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PL 1832/2024: Atualiza a Política Estadual da Pesca, modernizando as regras para a atividade no estado. O projeto é de autoria do deputado Dilmar Dal Bosco (União).
Segundo Juca do Guaraná, a atuação da comissão tem sido guiada pelo diálogo, buscando construir pontes entre o governo, o setor produtivo, a sociedade civil e as instituições de pesquisa. “Estamos unindo desenvolvimento e meio ambiente. Essa é a missão que nos motiva e é com esse foco que pretendemos representar Mato Grosso na COP30”, finalizou, sinalizando que a agenda verde no estado deve ganhar ainda mais força nos próximos meses.
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