Uma disputa política acirrada tomou conta das redes sociais de Mato Grosso, envolvendo o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e o deputado federal Emanuelzinho (MDB). O embate foi motivado por dois temas polêmicos em discussão no Congresso Nacional: o projeto que propõe anistia para os presos pelos atos de 8 de janeiro e a PEC da Blindagem, que amplia proteções a parlamentares.
A troca de farpas começou quando Emanuelzinho se posicionou contra a anistia, associando seus defensores aos apoiadores da PEC da Blindagem. “Os que apoiam a anistia são os mesmos que apoiam a PEC da blindagem (bandidagem). Nenhuma surpresa!!!!”, escreveu o deputado em seu Instagram.
Abilio Brunini não deixou o ataque sem resposta. O prefeito ironizou a eficiência da justiça brasileira no combate à corrupção, citando os escândalos do mensalão e petrolão, e fez uma crítica indireta ao fato de Emanuelzinho ser vice-líder do governo Lula. “Até porque a justiça brasileira funciona muito bem pra prender políticos corruptos, flagrados guardando dinheiro de corrupção, né?”, questionou Brunini.
A réplica do deputado federal foi ainda mais contundente. Emanuelzinho lembrou que Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL (partido de Brunini), foi preso no mensalão, e acusou o prefeito de ter votado pela soltura de Chiquinho Brazão, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco.
“O presidente do seu partido já foi preso várias vezes e você abraçado com ele. O que prova que sua indignação é seletiva. E não vamos esquecer que o senhor votou para soltar Chiquinho Brazão, assassino de uma vereadora mulher”, afirmou Emanuelzinho em vídeo.
O episódio referente a Chiquinho Brazão ocorreu em 2024, quando Abilio Brunini ainda era deputado federal. Na época, ele justificou seu voto argumentando que a prisão preventiva do então deputado feriria prerrogativas constitucionais do cargo.
Este embate público ilustra as tensões e divisões ideológicas que marcam o cenário político nacional, com repercussões diretas no debate em Mato Grosso.
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Informações: GD