Botelho tenta apaziguar crise no União Brasil e defende conciliação do grupo para 2026

Foto: Paulo Henrique Fanaia / Leiagora

Com informação: leiagora

Enquanto avançam as articulações para as eleições de 2026, o União Brasil em Mato Grosso enfrenta um impasse entre duas de suas principais lideranças: o governador Mauro Mendes e o senador Jayme Campos. O conflito gira em torno da sucessão no governo do estado. Mendes já declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), enquanto Jayme Campos avalia lançar sua própria candidatura.

O embate tem causado desconforto nos bastidores, alimentando rumores sobre possíveis desfiliações e até mudanças de partido. No entanto, em meio ao clima de tensão, o deputado estadual Eduardo Botelho (União) adotou um discurso conciliador, defendendo a união do grupo político que, em sua avaliação, tem garantido estabilidade e avanços para o estado.

“Não sei se há necessidade de tanta pressa. As conversas estão começando, e isso é natural. Falei com o Mauro sobre manter o grupo unido, conversei com o Pivetta, que também tem essa visão. Na sexta, dialoguei com o Jayme, reforçando a importância da união — esse grupo que traz resultados e está construindo um estado melhor”, afirmou Botelho.

O parlamentar deixou claro que seu objetivo é permanecer no União Brasil e descartou qualquer possibilidade de deixar a legenda. A declaração foi uma resposta ao deputado Júlio Campos, que mencionou Botelho ao comentar um possível movimento de desfiliações no partido.

“Eu não. Não há essa conversa. Estou trabalhando pela união. Ninguém precisa sair. Precisamos todos ficar juntos, dialogar e formar um grupo forte para vencer e dar continuidade a esse projeto no estado”, enfatizou Botelho.

Nos bastidores, aliados do senador Jayme Campos defendem que ele tem legitimidade para concorrer ao governo em 2026. Já o grupo do governador Mauro Mendes argumenta que Pivetta, seu vice e homem de confiança, é o nome natural para a sucessão.

A estratégia de Botelho é evitar que o racha entre as lideranças prejudique a formação de uma chapa competitiva e unificada. Para ele, o projeto político iniciado com a eleição de Mendes em 2018 deve ser preservado, com um sucessor que mantenha os resultados alcançados nos últimos anos.

A tendência, porém, é que a disputa se acirre à medida que 2026 se aproxima. Nesse cenário, o papel de figuras como Botelho pode ser crucial para impedir que o União Brasil, hoje protagonista em Mato Grosso, se fragilize antes da corrida eleitoral.

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