Foto: Olhar Direto
Júlio defendeu que Mato Grosso tem condições financeiras de manter a estrutura em funcionamento e criticou qualquer tentativa de encerrar as atividades da unidade.
“Não é porque inaugurou o Hospital Central, não é porque está uma obra belíssima, magnífica e merece os nossos aplausos, que nós vamos esquecer a bandeira do não fechamento da Santa Casa. Nós queremos a continuidade da Santa Casa”, afirmou.
Ele ressaltou que o prédio tem valor histórico e cultural e não pode ser tratado como descartável.
“Não pode aquele patrimônio histórico, cultural, ser abandonado com um Estado rico como é Mato Grosso. Se fosse um estado em crise econômica, tudo bem, mas não é o caso. Nós estamos com dinheiro em caixa suficiente para manter a estrutura da Santa Casa atendendo os pobres, aquelas pessoas humildes que precisam da oncologia infantil, da hemodiálise infantil”, destacou.
“Não pode ficar aqueles cinco, seis centros cirúrgicos jogados, criando traça, enquanto o Hospital Central está tudo novo, moderno, equipado, com equipamentos importados. O que está lá pode continuar sendo utilizado, seja em parceria com a Prefeitura, seja com a iniciativa privada”, acrescentou.
O deputado também descartou má vontade por parte do governo estadual, mas apontou falhas na condução do diálogo.
“Não acredito que haja má vontade. Falta diálogo, bom senso. O governador Mauro Mendes é um pouco turrão, mas no final ele termina acertando”, afirmou.
Segundo Júlio, é preciso construir uma solução conjunta que envolva o Estado, o município e até a iniciativa privada.
“O secretário Gilberto disse que tem uma solução técnica. Esperamos que isso se concretize. Por que não acertar com a Unimed, com os planos de saúde? Fazer um bom arranjo para todo mundo sair ganhando, principalmente o povo de Cuiabá”, comentou.