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Deputado critica antecipação do debate eleitoral e afirma que cenário só deve se definir após realinhamentos partidários do próximo ano.
Enquanto o cenário político para 2026 ainda se assemelha a um tabuleiro em formação, com peças partidárias se movendo nos bastidores, o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) adota um discurso que mistura confiança interna e cautela estratégica. Em declarações nesta segunda-feira (20), ele afirmou que o momento é de articulação nos municípios, e não de campanha declarada, mas deixou claro: seu irmão, o senador Jayme Campos, já é a aposta da família para o Palácio Paiaguás.
“O partido tem conhecimento disso. Estamos percorrendo o interior, conversando com lideranças, alinhando estratégias. Mas não é hora de campanha declarada. Isso só deve se definir mesmo a partir de abril, após a janela partidária de março”, explicou Júlio, referindo-se ao período em que mudanças de legendas são oficializadas.
O parlamentar não escondeu certa irritação com a pressão por definições. Ao ser questionado sobre outros nomes cotados para a sucessão do governo estadual, sua resposta foi carregada de ironia e autoconfiança. “Pré-candidatos há vários. E o nosso também está posto. Jayme é um nome natural, tem experiência e está sendo preparado para isso. Estamos andando mais do que notícia ruim por esse estado”, disparou.
Cenário Partidário é “Fluido”
Para justificar a cautela, Júlio Campos pintou um retrato da instabilidade que domina a Assembleia Legislativa. Citou nomes e siglas em transição, como a mudança do presidente do PSB, deputado Max Russi, para o Podemos, levando consigo parte de sua base. “O Chico Guarnieri, que era do PRD, está migrando para o Republicanos. Paulo Araújo, que era do União Progressista, já vai para o PRD. Então, ninguém sabe onde vai parar, e vocês [da imprensa] já querem nome fechado?”, questionou, argumentando que é impossível traçar alianças sólidas em um terreno tão movediço.
Segundo sua avaliação, qualquer definição mais concreta sobre a candidatura de Jayme Campos só deve ocorrer após esse grande realinhamento partidário, previsto para o primeiro trimestre de 2026. Até lá, a estratégia é clara: manter o trabalho de base, visitar prefeitos e lideranças regionais para fortalecer o nome do senador como a opção mais viável dentro do União Brasil.
Além de Jayme Campos, o páreo pela disputa do governo mato-grossense inclui outros pesos-pesados, como o atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL) e a médica e ex-deputada federal Natasha Slhessarenko (PSD). O que fica claro pelas falas de Júlio Campos é que, enquanto a imprensa corre para definir o placar, o jogo real está sendo jogado longe dos holofotes, nas estradas poeirentas do interior e nas salas fechadas onde se costuram as próximas alianças.
Com informações: Revirado
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