Líder partidário descarta ser vice de Pivetta e defende chapa com perfil complementar em 2026

Em movimentação que começa a desenhar o tabuleiro eleitoral de 2026 em Mato Grosso, o ex-senador e líder do Progressistas no estado, Cidinho Santos, fechou a porta para uma candidatura a vice-governador na chapa que deve ser encabeçada pelo atual vice-governador, Otaviano Pivetta. A informação, confirmada pelo próprio Cidinho, revela uma estratégia de composição de chapas baseada na complementaridade de perfis e na expansão da base eleitoral.

O convite foi feito pessoalmente por Pivetta, mas recusado com um argumento de cunho estritamente político. Cidinho avalia que sua eventual presença na chapa não traria o ganho eleitoral necessário, uma vez que ambos possuem bases de apoio e perfis públicos muito semelhantes, fortemente ligados ao setor do agronegócio e à classe empresarial.

“O Pivetta me procurou, conversamos sobre isso, mas eu disse que temos que buscar alguém que agregue mais eleitoralmente”, explicou o líder partidário. “Nosso perfil é muito parecido. Talvez fosse mais inteligente trazer uma mulher da Baixada Cuiabana, que poderia ampliar o alcance da campanha”, ponderou Santos, sinalizando a direção que as negociações devem tomar nos bastidores.

A declaração joga luz sobre um nome que começa a ganhar força nos corredores políticos: o da ex-secretária Samanta Íris, lembrada por Cidinho como uma das possibilidades em debate para o cargo. A escolha de um nome com forte inserção na Baixada Cuiabana, região de grande densidade populacional e eleitoral, é vista como um movimento tático para equilibrar a chapa e conquistar eleitores além do eixo econômico do agronegócio.

Apesar das especulações, o líder do Progressistas, partido que integra a base de apoio ao governo Mauro Mendes, foi enfático ao afirmar que a prioridade absoluta do grupo no momento é outra. “As conversas existem, mas o mais importante agora é trabalhar para consolidar o nome do Pivetta como candidato. As demais definições virão no momento certo”, afirmou, indicando que a construção da campanha ainda está em estágio embrionário.

A negociação revela um cálculo político refinado. Ao abrir mão de uma posição na chapa majoritária, Cidinho Santos e o Progressistas se colocam em um papel de articuladores centrais, priorizando alianças que assegurem não apenas uma vitória no governo, mas também uma bancada sólida no legislativo, mantendo o protagonismo do partido no cenário pós-2026.

 

Com informações: Revirado

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