Estiagem Extrema Leva General Carneiro à Situação de Emergência por 180 Dias

Foto: Mediacloud

A severa seca que castiga o interior do país atingiu um patamar crítico em General Carneiro, a 449 km de Cuiabá. Nesta segunda-feira (22.09), o prefeito João Filho Marques Rodrigues decretou situação de emergência no município, com validade de 180 dias. A medida, publicada no Diário Oficial dos Municípios, é uma resposta oficial à crise hídrica que já compromete o abastecimento de água para a população, a agricultura e a criação de animais.

O Decreto n.º 067/2025 não é um caso isolado. Ele reflete um cenário de emergência climática que se alastra pelo Centro-Oeste e outras regiões do Brasil. Conforme alertou recentemente a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vários municípios mato-grossenses enfrentam níveis de precipitação significativamente abaixo da média histórica para o período, caracterizando uma estiagem prolongada com impactos severos.

Crise Hídrica Ameaça Sustento da População

A escassez de chuvas, detalhada no documento oficial, já causa danos concretos. A umidade do solo está em níveis críticos, provocando uma queda acentuada na produtividade das lavouras e dificuldades no manejo de rebanhos. Para comunidades rurais, a situação é dramática: a falta de água não só ameaça a subsistência das famílias como a vida dos animais. O prejuízo econômico e social para o município, fortemente dependente do agronegócio, é imediato e crescente.

A reportagem do Jornal MidiaNews tem documentado situações similares em cidades vizinhas, onde caminhões-pipa se tornaram a única fonte de água para muitas comunidades. Em General Carneiro, a medida emergencial busca agilizar a adoção de soluções como essa.

Defesa Civil Assume Coordenação de Ações de Resgate

Com a decretação, a Defesa Civil municipal assume a coordenação de todas as ações de resposta. A pasta está autorizada a mobilizar todos os órgãos públicos locais, convocar voluntários e iniciar campanhas para arrecadar doações de água, alimentos e insumos essenciais.

O decreto também confere poderes especiais à administração para situações de risco iminente, como a permissão para ingressar em propriedades privadas para prestar socorro ou realizar obras emergenciais, com a garantia de indenização posterior aos proprietários. A medida, embora extrema, é um instrumento legal previsto na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil para evitar maiores tragédias.

A validade de seis meses do decreto indica que a prefeitura projeta um longo período de recuperação, dependente da volta do regime regular de chuvas, que especialistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontam como incerto para os próximos meses.

 

Foto: Mediacloud

Da Redação com VG Notícias

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