Adultização Infantil e Exposição Online: Brasil Discute Proteção de Menores em Meio Digital

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No último mês, o Brasil mergulhou em um debate urgente e multifacetado que ecoa em cada lar com acesso à internet: a adultização infantil e a crescente exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais. A polêmica, reacendida recentemente após denúncias envolvendo o influenciador Felipe Bressanim, conhecido como Felca, escancara um problema persistente para o qual a sociedade brasileira ainda busca soluções eficazes: como garantir a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, indo além de medidas punitivas e buscando a prevenção.

A discussão, que ganhou força com a repercussão de casos de exploração e abuso infantil online, evidencia a urgência de um olhar mais atento sobre a questão. A socióloga Christiany Fonseca, em entrevista ao site Rdnews, destaca a complexidade do tema e a necessidade de abordar as causas, e não apenas os sintomas. “O tema em si é sensível, que merece atenção real. O que está acontecendo com as nossas crianças hoje? aliciadores. A gente está evitando discutir as causas, que eu acho que são a raiz do problema”, explica Fonseca.

O especialista aponta para a importância de mercados internacionais as “Big Techs”, as grandes empresas de tecnologia que dominam o mercado digital, como parte fundamental da solução. “As Big Techs, hoje, ocupam um espaço predominantemente na sociedade e não há nenhuma regulamentação real com relação a isso. Então, quando elas estão abertas, as nossas crianças também estão abertas para esse processo. A ausência de legislação específica e eficaz para menores nas plataformas digitais tem sido alvo de críticas e debates no Congresso Nacional, com projetos de lei em tramitação buscando estabelecer limites e responsabilidades para as empresas.

Fonseca também ressalta que a adultização infantil já é tema de estudo na sociologia há algum tempo, abordando, por exemplo, a participação de crianças em campanhas políticas e a pressão por padrões estéticos adultos. “Toda essa perspectiva midiática que envolve uma criança, que quer ser modelo [por exemplo] — a menina que quer ser modelo não vai ser modelo tendo um comportamento infantil, ela vai ser modelo tendo uma característica adulta para estar nas passarelas. Então, eu acho que a sociologia é muito importante para discutir esse tema em si, que eu também acho que é uma das causas que a gente precisa enfrentar”, argumenta.

A crescente exposição de crianças nas redes sociais, impulsionada pela busca por likes, seguidores e oportunidades de “sucesso”, tem gerado preocupações sobre a perda da infância e a exposição a conteúdos inadequados. A pressão por desempenho e a busca por validação online, muitas vezes, levam à adultização precoce e à exposição a riscos. Um estudo recente da Fundação Abrinq, divulgado em junho, revelou um aumento significativo nos casos de violência contra crianças e adolescentes no ambiente digital, evidenciando a urgência em fortalecer a proteção e a conscientização sobre os perigos da internet.

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Informações: RDNEWS

 

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