Uma megaoperação conjunta, denominada Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira, 28 de agosto, revelou um esquema sofisticado de fraudes no mercado de combustíveis que causou prejuízos bilionários a consumidores, agentes do setor e aos cofres públicos. A força-tarefa, liderada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, envolve centenas de agentes em oito estados brasileiros.
A operação, que mobilizou mais de 1,4 mil agentes da Polícia Federal, Polícias Civis e Militares de São Paulo, Receita Federal, Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra mais de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas. Os estados abrangidos pela ação foram São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
As investigações apontam para um prejuízo estimado em mais de R$ 7,6 bilhões, somente em sonegação de tributos. De acordo com informações divulgadas pela mídia, como o portal UOL (referência: [https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2024/08/29/operacao-carbono-oculto-investiga-fraudes-bilionarias-no-mercado-de-combustiveis.htm]( https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2024/08/29/operacao-carbono-oculto-investiga-fraudes-bilionarias-no-mercado-de-combustiveis.htm)), o esquema envolveu diversas organizações criminosas, com a participação de membros infiltrados do Primeiro Comando da Capital (PCC).
As fraudes, que abrangem diversas etapas da produção e distribuição de combustíveis, incluem crimes contra a ordem económica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato. Um dos principais eixos da investigação é a importação ilegal de metanol, substância altamente tóxica e inflamável.
O metanol, que entrava no país pelo Porto de Paranaguá (PR), era desviado para postos e distribuidoras do esquema, onde era utilizado para adulterar combustíveis, conforme reportagem do site G1 (referências: [https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2024/08/29/operacao-carbono-oculto-investiga-fraudes-em-postos-de-combustiveis-no-brasil.ghtml]( https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2024/08/29/operacao-carbono-oculto-investiga-fraudes-em-postos-de-combustiveis-no-brasil.ghtml)).
A adulteração de combustíveis resultou em prejuízos para os consumidores, que pagavam por produtos de baixa qualidade e em quantidade inferior à registrada nas bombas. A venda de combustíveis adulterados foi bloqueada em mais de 300 postos sob investigação. Além disso, a ação criminosa causava danos ambientais e colocava em risco a segurança de motoristas e pedestres, devido à instabilidade dos veículos abastecidos com o produto adulterado e aos riscos do transporte ilegal do metanol.
As investigações também revelaram que proprietários anteriores de postos de combustíveis, que foram utilizados no esquema, não receberam valores referentes à venda. A operação Carbono Oculto demonstra a complexidade e a extensão das fraudes no mercado de combustíveis, e a necessidade de uma ação conjunta e coordenada para combater a criminalidade e proteger os consumidores.
Leia Mais no G1: https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/08/28/como-o-pcc-usa-fintechs-para-lavar-dinheiro.ghtml
Foto: Reprodução/O Documento
Informações: O Documento e G1