Um estudo recente publicado pela Cambridge University Press, intitulado “Governança Criminal na América Latina: Prevalência e Correlatos”, acendeu um alerta sobre a influência crescente do crime organizado no Brasil. Uma pesquisa, conduzida por quatro pesquisadores de universidades americanas, revela que mais de um quarto da população brasileira, estimada em 60 milhões de pessoas, vive sob o controle de organizações criminosas.
O levantamento, divulgado na semana passada, aponta que entre 50,6 e 61,6 milhões de brasileiros (equivalente a 26% da população) estão sujeitos à “governança criminosa”. Esta definição abrange o conjunto de normas e regras impostas por grupos de criminosos que controlam territórios, estabelecendo um “estado paralelo” dentro do próprio país.
A situação brasileira se destaca na comparação com outros países da América Latina. Uma pesquisa estima que, na região, 14% da população, ou entre 77 e 101 milhões de pessoas, vivem sob essa condição. O Brasil, sozinho, concentra mais da metade desse total, demonstrando a gravidade do problema e sua complexidade.
O estudo ressalta o impacto da governança criminal na vida dos cidadãos, afetando desde a segurança pública até o desenvolvimento econômico e social. A presença de organizações criminosas em áreas urbanas e rurais dificulta o acesso a serviços básicos, como saúde e educação, além de gerar um clima constante de medo e insegurança.
Enquanto o Brasil enfrenta esse desafio, as autoridades buscam alternativas para combater o crime organizado e garantir a segurança da população. A complexidade da questão exige ações em diversas frentes, incluindo o fortalecimento das forças de segurança, o combate à corrupção e o investimento em políticas sociais que promovam a inclusão e a oportunidade.
Foto: Polícia Civil
Informações: Reporter MT