Em um esforço contínuo para garantir a segurança da população e o cumprimento da lei, a Polícia Civil de Mato Grosso (PJC) intensificou suas operações no primeiro semestre de 2025, resultando na prisão de quase 900 forgidos da Justiça. O número, divulgado pela Gerência de Polinter e Capturas (Gepol), representa um aumento de 8% em relação ao mesmo período de 2024, demonstrando o compromisso das autoridades em combater a impunidade.
Entre janeiro e junho deste ano, a PJC cumpriu 895 mandados de prisão, um acréscimo significativo em comparação às 795 prisões realizadas no primeiro semestre de 2024. Os detidos estavam envolvidos em crimes diversos, que vão desde delitos cometidos em Mato Grosso até casos registrados em outros estados e até mesmo fora do país. A Gepol também atuou na execução de 1.852 cartas precatórias, ordens judiciais enviadas de outras comarcas, mantendo um ritmo semelhante ao do ano anterior.
O relatório da Gepol também revelou um aumento expressivo na emissão de despachos processuais, com um crescimento de 65% entre os primeiros semestres de 2024 e 2025. Essa entrega, que passou de 1.808 para 2.978 registros, reflete a intensificação das atividades relacionadas a processos judiciais e procedimentos administrativos, fortalecendo o sistema de justiça.
Casos de Destaque
A operação de captura de foragidos em 2025 trouxe à tona casos emblemáticos. Um dos exemplos é o de Moacir Gonçalves Junior, condenado por triplo homicídio em Cuiabá em 2009, que foi capturado na Bolívia após mais de 15 anos foragido. Na ocasião, a polícia apreendeu seis armas de fogo com o criminoso. Outro caso relevante foi a prisão de um homem em Boa Vista (RR), suspeito de estupro de vulnerável em Sinop e homicídio em Sorocaba (SP), que tentou deixar o país com a ajuda de familiares e amigos.